BRASILEIRO É BRASILEIRO
As inscrições da Fatec foram prorrogadas até 16 de novembro, e Fernanda Guerra já avisou: sempre tem gente deixando para a última hora. Pode estender prazo, boleto e oportunidade. O brasileiro só considera urgente quando faltam 59 minutos.
GOVERNO BONZINHO?
O boleto da inscrição custa R$ 90 e, se vencer, o candidato consegue emitir outro sem juros. No estúdio até surgiu a brincadeira: bem que IPVA poderia funcionar assim. A diferença é que, para estudar, o governo estadual dá segunda chance. Para imposto, ele lembra até seu sobrenome.
98% EMPREGADOS
Segundo Fernanda, mais de 98% dos alunos conseguem colocação profissional. Com esse índice, os apresentadores até brincaram que os 2% restantes talvez não estejam procurando. O diploma ajuda bastante; só ainda não aprenderam a fabricar vontade em laboratório.
SÓ NÃO PAGA O BOLETO
Fernanda disse que atende quem tiver dificuldade, ajuda na inscrição, orienta, baixa boleto e fica na Fatec até à noite. Praticamente faz tudo. Só deixou um limite bem claro: pagar os R$ 90 pelo candidato ainda não entrou nas atribuições do cargo.
ORÇAMENTO DE REGIME
Bruno Zancheta (REPUBLICANOS) cobrou ontem, mais verba para a Secretaria da Pessoa com Deficiência: de cerca de R$ 800 mil, caiu para R$ 700 mil e pode chegar perto de R$ 500 mil. A demanda engordou. Só o orçamento resolveu fazer dieta.
O BURACO RESISTENTE
Dé Alvin (Solidariedade) comemorou mais de 20 quarteirões recapeados no Cidade Aracy, mas lembrou de um buraco na Avenida Regit Arab. Vinte quarteirões ganharam asfalto novo e o buraco segue firme, provando que oposição também existe no pavimento.
CADÊ O RAMAL?
Depois da reclamação sobre a dificuldade de retorno de alguns setores, Lucão Fernandes (PP) cobrou respeito às demandas dos vereadores. Se vereador com nome, gabinete e ramal precisa insistir, imagine o cidadão armado apenas com protocolo e esperança.
79 DIAS DE ESPERA
Edson Ferraz (MDB) voltou a cobrar solução para imóveis problemáticos na Rua Eugênio de Andrade Egas e lembrou que o requerimento já acumulava 79 dias. O documento envelheceu tanto na Prefeitura que daqui a pouco pede aposentadoria.
TERCEIRO TURNO NO RH
Fernanda Castelano (PSOL) criticou ameaças de demissão e boicotes relacionados à posição política dos trabalhadores. A urna fechou, o resultado saiu, mas tem gente querendo transformar departamento pessoal em seção eleitoral permanente.
ESQUECERAM DA ACESSIBILIDADE
Gustavo Pozzi (PP) cobrou participação da Secretaria da Pessoa com Deficiência na revisão do Plano Diretor e disse que a pasta não havia sido convidada. Planejar a cidade dos próximos dez anos sem chamar a acessibilidade é começar o futuro tropeçando no primeiro degrau.
JANELA DE TRANSFERÊNCIAS
Júlio César (PL) pediu mudanças na equipe de Netto Donato (PP), falou em auxiliares desalinhados e já projetou 2028. O campeonato administrativo nem terminou e Júlio já quer técnico mexendo no time e dirigente procurando reforço.
DIVIDE POR DOZE
Lineu Navarro (PT) sugeriu dividir por doze o orçamento da Secretaria da Pessoa com Deficiência para entender o tamanho do aperto mensal. A calculadora fez a conta rapidamente. Quem pediu demissão foi o milagre.
BURACO APARTIDÁRIO
Lucão Fernandes ainda pediu união entre direita e esquerda pelas demandas de São Carlos. Faz sentido: quando abre um buraco na rua, ele não pergunta partido, ideologia nem em quem o motorista votou antes de engolir o pneu.
INVICTO OU NÃO?
Na terça-feira, o TCESP julga as contas de 2024 da Prefeitura de São Carlos, último ano da gestão Airton Garcia. A expectativa é saber se ele fecha o mandato com todas aprovadas. Se conseguir, sai da Prefeitura com um feito que muito político gostaria de colocar até na lápide: “aqui jaz, mas com todas as contas aprovadas”.
LISTA NEGRA ATUALIZADA
O Tribunal de Contas atualizou a relação de entidades impedidas de receber novos repasses públicos. É a famosa lista em que ninguém quer entrar, mas que todo mundo lê procurando o nome do vizinho institucional.
FERIADO NOVO NA FILA
A CCJ da Alesp deu aval ao projeto que transforma 2 de abril, Dia da Conscientização sobre o TEA, em feriado estadual. O projeto ainda tem caminho pela frente. Se passar, São Paulo ganha mais uma data no calendário — e o RH ganha mais uma conta para fazer.
