SOPA NO FRIO
Na São Carlos FM, Benê da Silva contou que a Sopa Solidária nasceu numa noite fria, em casa, ao lado da esposa. Começou no improviso, sem manual nem holofote, e virou ação semanal para pessoas em situação de rua. Tem política pública que demora; a panela dele, pelo menos, já está no fogo.
QUARTA DA SOLIDARIEDADE
Toda quarta-feira, Benê e a esposa preparam cerca de 50 porções de sopa para distribuir em pontos onde ficam pessoas em alta vulnerabilidade. O roteiro passa por locais como região da estação, rodoviária e marquises. Enquanto muita gente reclama do frio, tem quem saia de casa para enfrentá-lo pelos outros.
SEM PALANQUE
Benê fez questão de dizer que o trabalho não tem vínculo político. É voluntário, feito com ajuda de amigos, doações e muita disposição. Em tempos em que até cesta básica vira foto de campanha, uma sopa sem palanque chega a aquecer duas vezes: o corpo e a esperança.
COBERTOR MOLHADO
Um dos casos que mais chamou atenção foi o de um casal de idosos encontrado na chuva, com cobertor molhado, na região da estação. A situação mostra que sopa ajuda, agasalho ajuda, mas política pública contínua ajuda mais ainda. Frio não espera reunião; ele bate ponto na madrugada.
CASA SOCIAL
A casa de Benê acabou virando ponto de arrecadação: recebe alimentos, roupas, agasalhos, móveis e brinquedos em condições de uso. Quem quiser ajudar pode colaborar pelo telefone informado por ele: 16 99111.6627. Às vezes, a cidade melhora não com discurso grande, mas com uma panela, uma sacola e alguém disposto a fazer.
NOSSO PRATO DE VOLTA
A Prefeitura de São Carlos retomou nesta terça-feira, 14 de julho, o programa Nosso Prato, que substitui o antigo Restaurante Popular. A proposta é atender pessoas em situação de vulnerabilidade com alimentação preparada na Cozinha Piloto. Depois de muita cobrança e panela vazia no debate público, o prato voltou à mesa.
IMPRENSA NO ROTEIRO
O prefeito Netto Donato (PP) levou a imprensa para acompanhar de perto o primeiro dia de retomada do serviço. Mostrou a Cozinha Piloto funcionando, equipe trabalhando desde cedo e comida fresca sendo preparada. Em política, foto com obra é comum; com panela cheia, pelo menos dá para sentir o cheiro do serviço.
AGRICULTURA NO CARDÁPIO
O Nosso Prato também aposta em insumos da agricultura familiar de São Carlos e região. Além do almoço, o programa prevê café da manhã para Santa Eudóxia e trabalhadores rurais, além de jantar na Cidade Aracy e no Antenor Garcia. Segurança alimentar, quando funciona, não precisa de discurso temperado: precisa de comida boa, quente e no horário.
DISPUTA FEDERAL
Em vídeo nas redes sociais, o vereador Bruno Zancheta (Republicanos) confirmou a pré-candidatura a deputado federal. Em 2024, na disputa pela reeleição, ele fez 4.037 votos. Agora, a régua sobe: de olho em Brasília, vai precisar transformar voto de vereador em combustível de avião.
MANUAL DAS EMENDAS
O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo lançou o Manual de Emendas Parlamentares Impositivas Municipais. O documento chega para orientar prefeituras e câmaras sobre o caminho das emendas. Em política, dinheiro carimbado é bom; melhor ainda quando vem com manual de instruções.
EMENDA COM GPS
O manual do TCESP reúne orientações sobre todo o ciclo das emendas impositivas: proposta, execução, prestação de contas e controle. Ou seja, a emenda agora tem mapa, placa e radar. Quem tentar pegar atalho pode acabar descobrindo que o Tribunal de Contas também sabe usar lupa.
PÁTIO DOS CAMINHÕES
A Câmara de Ibaté voltou a discutir a criação de um espaço para caminhoneiros guardarem seus veículos, após relatos de furtos de módulos e até estepe. A ideia é boa, mas já apareceu o detalhe: quem paga guarda, fiscal e organização? Pelo jeito, caminhão tem motor forte, mas política pública ainda precisa de embreagem.
ESCOLA NO SLIDE
Ainda em Ibaté, o professor Hícaro (PT) levou para a tribuna uma apresentação sobre educação integral e comparou estruturas da escola tradicional com indústria e presídio. O assunto rendeu, porque Gilmar Santos (PL) engrossou o tom ao não concordar com a comparação. Em noite de Câmara, até grade curricular quase virou grade de debate.
TICKET NA CORDA
O ticket-alimentação dos servidores também entrou na polêmica. Dizem que se o benefício continuar com cara de prêmio por assiduidade, pode dar problema jurídico no futuro. Ronaldo Venturi (PSD) prometeu estudar uma parte fixa. Servidor, enquanto isso, torce para o ticket não virar aquele prato que chega à mesa e alguém manda voltar para a cozinha.








