POEMA ADMINISTRATIVO
Câmara e Prefeitura viraram mãe, avó e madrinha. Em dezembro, o servidor público [com exceção dos serviços essenciais] trabalhou apenas 15 dias. Em novembro, foram 16 dias. Janeiro promete ser de 20 dias e fevereiro apenas 17 dias de “trabalho”. Tudo isso com salário em dia e café passado.
MATEMÁTICA CRIATIVA
No papel, somando os quatro meses, seriam 122 dias. Na prática, tanto a Prefeitura quanto a Câmara devem trabalhar só 68 dias. Os outros? Devem ter entrado como “atividades reflexivas”, “home descanso” ou “pausa estratégica”.
MÃEZONA PREMIUM
A gestão pública em São Carlos inovou: criou o modelo de administração maternal. O prefeito Netto Donato (PP) mostrou que governar também é saber embalar. Colo garantido, ponto facultativo emocional e tapinha nas costas, porque ninguém é de ferro!
GUINNESS MUNICIPAL
Se na Prefeitura já está bom, na Câmara foi histórico. Serão 49 dias de recesso, sem uma única sessão legislativa sequer. Nada. Zero. Nem reunião para reclamar do café. O maior recesso que a Câmara já viu. Guinness Book, edição interior paulista.
TRABALHA POUCO, RECEBE MUITO
Enquanto isso, o servidor público municipal segue vivendo o sonho de todo CLT: menos dias trabalhados, salário cheio na conta. Quem disse que estabilidade não traz felicidade?
SINDSPAM EM FESTA
O Sindspam acompanha tudo sorrindo de orelha a orelha. Afinal, com esse calendário, fica até difícil convocar assembleia com todo mundo de folga!
DESCONGELADO COM COBERTURA
E, como se não bastasse, ainda teve pedido do Sindspam para pagar os direitos do “descongelamento” sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Trabalhou menos na pandemia, mas agora o tempo conta como se tivesse batido ponto todo dia.
SONHO DE CONSUMO
Enquanto o trabalhador da iniciativa privada faz conta para encaixar feriado prolongado, na Prefeitura a conta é outra: quantos dias vamos trabalhar este mês? Spoiler: sempre menos do que parece. E quem sofre é sempre a população!
MORAL DA HISTÓRIA
Se produtividade fosse proporcional ao descanso, São Carlos estaria liderando o ranking mundial. Descanso em dia, salário garantido e recordes sendo quebrados — não de trabalho, mas de muito descanso!
TURISMO FUNCIONAL
Com tantas folgas e recessos, tem cargo público da Prefeitura cuja contagem de quilômetros no celular já bateu recorde. A quilometragem é absurda e o ocupante do cargo passa muito mais tempo fora da cidade do que dentro dela. Trabalhar virou ponto turístico — e São Carlos, apenas endereço de cadastro.
RAIO-X DA DENGUE
Durante entrevista da diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, na São Carlos FM, ontem, ficou claro que a dengue não entrou em recesso: 20.429 casos e 24 óbitos em 2025. O mosquito trabalhou em ritmo de hora extra…
FOCO É EM CASA
Denise contou que o balanço apresentado mostra que 80% a 90% dos focos do Aedes estão dentro das residências. Ou seja: o maior criadouro não é o terreno baldio — é o quintal bem cuidado que esqueceu a água parada.
RETORNO
Pelo jeito, Walcynir Bragatto não saiu da foto oficial do governo. Foi nomeado para o cargo em comissão de Superintendente Financeiro do SAAE. Mudou a função, mas a parceria segue firme e hidratada.
ALÉM DISSO
Wander Roberto Bonelli deixou o cargo de Secretário Municipal Adjunto de Saúde. Já Viviane de Cássia Cavalcanti Pizetta pediu para sair da função de Diretora do Departamento de Gestão do Cuidado Ambulatorial. Na Saúde, a dança das cadeiras continua — e a música não para.
NOMEADA
Lindiamara Talita Soares, enfermeira de carreira, foi nomeada Diretora do Departamento de Gestão do Cuidado Ambulatorial. Profissional da casa assumindo posto estratégico. Agora é cuidar… da gestão. Se conseguir trabalhar com tantas folgas, claro!
ESCOLA NÃO É PROPRIEDADE
A educação municipal emprestou escolas para alojamento. Até aí, tudo certo. O problema começou quando a diretora da referida escola resolveu dar barraco. Crianças de 10 anos ficaram do lado de fora, na chuva, e ainda rolou ameaça de chamar a polícia… para a Secretaria. Fica a dúvida: a diretora, que nem é natural da cidade, comprou a escola? Está no nome dela? Perguntar não ofende!!
QUEM PROTEGE AS CRIANÇAS?
Talvez o correto não seria o inverso: a Secretaria chamar a polícia pelo fato da diretora deixar crianças de 10 anos na rua, debaixo de chuva? No fim, quem salvou a situação foi uma alma generosa — uma diretora de outra escola, que nem estava na lista oficial, abriu as portas e acolheu as crianças. Moral da história: educação não é só cargo, é atitude. E isso, infelizmente, não vem no crachá.
