O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, protocolou nesta terça-feira, 20, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um documento autorizando a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. A medida, porém, está condicionada à iniciativa do adversário no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL).
O documento prevê também a divulgação dos dados de familiares de Lula, desde que Flávio autorize procedimento semelhante envolvendo seus próprios sigilos e os de familiares indicados na petição.
A iniciativa ocorre cinco dias antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo, 25. Segundo as informações divulgadas sobre o documento, a intenção é que eventual abertura dos dados ocorra antes da votação.
A medida, no entanto, não representa uma quebra de sigilo determinada pelo TSE. Trata-se de uma autorização apresentada pela defesa de Lula e condicionada à adoção de procedimento equivalente pelo adversário.
O movimento ocorre na reta final da campanha presidencial e coloca a questão da transparência patrimonial e financeira dos candidatos no centro do debate eleitoral.
