O Partido Democrata conquistou o controle das duas Casas do Congresso dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato (midterms) realizadas na terça-feira (3). O resultado representa uma importante derrota política para o presidente Donald Trump e para o Partido Republicano, que comandavam o Senado e a Câmara.
No Senado, os democratas chegaram a 54 das 100 cadeiras, garantindo maioria na Casa. O partido virou sete assentos que estavam nas mãos dos republicanos, com vitórias em estados como Texas, Kansas, Iowa, Ohio, Carolina do Norte e Carolina do Sul.
Na Câmara dos Representantes, os democratas também ultrapassaram as 218 cadeiras necessárias para formar maioria. A apuração ainda estava em andamento na madrugada desta quarta-feira, 4, mas o partido já havia conquistado o controle da Casa, revertendo a maioria republicana.
Entre as vitórias de maior repercussão está a eleição de James Talarico no Texas, derrotando Ken Paxton, candidato apoiado por Trump. No Kansas, Adam Hamilton tornou-se o primeiro democrata eleito para o Senado pelo estado em quase um século. Também houve viradas democratas na Carolina do Sul, Carolina do Norte, Iowa e Ohio.
O resultado é interpretado como um forte recado dos eleitores à administração Trump. O presidente participou ativamente da campanha e apoiou candidatos republicanos que acabaram derrotados em disputas estratégicas.
Com o controle das duas Casas a partir de janeiro de 2027, os democratas terão maior poder para investigar o governo, influenciar o orçamento, bloquear projetos da Casa Branca e, no Senado, barrar indicações presidenciais. O novo cenário deve aumentar a disputa entre o Congresso e o presidente durante a segunda metade do mandato de Trump.
Apesar do revés, Trump reconheceu o resultado e afirmou estar disposto a negociar com os democratas. A mudança no equilíbrio de forças, porém, representa uma das maiores derrotas políticas de seu segundo mandato.
