Setembro Amarelo
Quando se leva a discussão para escolas de ensino fundamental até o médio, os alunos se demonstram interessados
Entrando no mês de setembro se faz importante a discussão da campanha do “Setembro Amarelo”, que é a campanha de valorização da vida e da prevenção ao suicídio; e que teve seu início no Brasil em 2015.
A discussão sobre a saúde mental é muito importante, pois, segundo pesquisas, cerca de 86% dos brasileiros sofrem com alguma doença mental. Em casos como o da depressão, que pode muitas vezes levar a ideações suicidas, muitos dos sintomas dificultam que o indivíduo busque por ajuda.
Pesquisas mostram que o número de suicídios cresce anualmente no país. Em 2021 houve 14.475 suicídios no país, com aumento de 11,8% de 2021 para 2022. O tema é uma preocupação entre a parcela mais jovem da sociedade, muitas vezes considerado tabu, a questão precisa ser endereçada para que através da informação, conscientização e acolhimento possamos ajudar quem está sofrendo.
Quando se leva a discussão para escolas de ensino fundamental até o médio, os alunos se demonstram interessados. Mas, ao mesmo tempo, perguntam do porque os assuntos só são conversados em sala durante o mês de setembro.
Além disso, comumente, são trazidas queixas relacionadas a bullying; empatia; como acolher alguém em sofrimento e não moralizar esse momento; como lidar com as próprias emoções; responsabilidade afetiva; a agressividade como resposta a tristeza; culpa por não poder acolher o outro; como agem os remédios em casos de ansiedade e depressão; a hipocrisia da escola que promove o evento, mas não os faz sentir acolhidos; formas mais saudáveis de lidar com sofrimento.
Já quando a campanha é levada para pessoas mais velhas, algumas outras temáticas costumam aparecer. Dentre elas: bullying, suicídio, cutting (autolesão), dificuldade de se expressar; sintomas da depressão.
Tudo isso nos conta sobre o papel vital da conscientização, da permanência de políticas públicas e da ação de profissionais da saúde mental. Porque é a partir desses que o sujeito pode receber um tratamento humanizado para o seu sofrimento enquanto mantém suas liberdades.
É importantíssimo ressaltar que se você conhece alguém que está em sofrimento, busque ajuda profissional. Um psicólogo é um profissional especializado para fornecer ajuda nesse momento. E em casos de emergência é também possível ligar para ao CVV (Centro de Valorização a Vida) pelo número 188.
Psicólogo formado pela PUC-Campinas.
Psicanalista pós-graduado pela Mackenzie-SP.
Especializado em Psicanálise, Gênero e Sexualidade pelo Instituto Sedes Sapientiae.
Matheus Wada Santos
CRP 06/168009
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